O campo brasileiro do design da informação produziu, em mais de duas décadas de CIDI, um corpo
substantivo de conhecimento que permanece quase invisível às infraestruturas cientométricas:
os anais praticamente não são indexados nas bases hegemônicas, e apenas 20% dos trabalhos aqui
registram alguma citação recebida. Sem indexação, o campo não dispõe de meio para enxergar a própria
trajetória. Este observatório constrói a infraestrutura que falta: um campo que não é indexado pelo Norte
indexa a si mesmo. Leia mais sobre a questão em Sobre o projeto.
São 1.284 trabalhos publicados em 7 edições,
de 2013 a 2025, assinados por 1.870 pesquisadores
vinculados a 159 instituições. A maior edição foi a de 2019, com
274 trabalhos.
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1.284trabalhos
1.870pesquisadores
159instituições
2.413descritores
17.777referências
Trabalhos por edição
A série não é monotônica: entre a primeira e a última edição a variação foi de -2%.
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O congresso não cresce em linha reta. O pico está em 2019, com
274 trabalhos, quase o dobro da edição seguinte. Fora esse ano, as sete edições oscilam
numa faixa estreita, entre 153 e
186 trabalhos.
O que a curva sugere é um congresso de porte estável, com capacidade de absorção definida pela
organização de cada edição, e não por demanda crescente. A variação de ponta a ponta,
-2%, confirma a leitura: em doze anos o volume voltou ao ponto de partida.
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Edição
Local
Trabalhos
Autorias
Pesquisadores
6º CIDI 2013
Recife
186
432
334
7º CIDI 2015
São Paulo
170
417
319
8º CIDI 2017
Rio Grande do Norte
153
385
305
9º CIDI 2019
Belo Horizonte
274
713
515
10º CIDI 2021
Curitiba
157
434
329
11º CIDI 2023
Caruaru - PE
161
432
340
12º CIDI 2025
São Paulo
183
508
412
Trabalhos, autorias e pesquisadores
As três curvas juntas mostram se o crescimento vem de mais gente ou de equipes maiores.
TrabalhosAutoriasPesquisadores distintos
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As três curvas andam juntas, e é isso que interessa. Se as autorias subissem mais rápido
que os trabalhos, as equipes estariam engordando; se os pesquisadores distintos subissem menos que as
autorias, um mesmo grupo estaria assinando mais. Nenhuma das duas coisas acontece de forma marcada.
A razão entre autorias e trabalhos vai de 2.32
na primeira edição a 2.78 na última, uma
subida real porém modesta. O congresso ganhou coautoria sem mudar de escala.
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Edição
Trabalhos
Autorias
Pesquisadores distintos
6º CIDI 2013
186
432
334
7º CIDI 2015
170
417
319
8º CIDI 2017
153
385
305
9º CIDI 2019
274
713
515
10º CIDI 2021
157
434
329
11º CIDI 2023
161
432
340
12º CIDI 2025
183
508
412
Extensão e densidade bibliográfica
Médias por trabalho. Diferenças de escala entre as séries são esperadas.
Páginas por trabalhoReferências por trabalhoAutores por trabalho
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Aqui há movimento claro. As páginas por trabalho vão de
9.7 a 14.4, e as
referências por trabalho de 12.8 a
15.6. O congresso mantém o tamanho e adensa o texto.
Esse é o indício mais forte de amadurecimento na base. Um campo que passa a exigir mais páginas e mais
bibliografia por trabalho está firmando padrão de submissão, e não apenas recebendo mais gente. Vale
lembrar que a contagem de referências vem de separação heurística, com margem de erro conhecida.